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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Mudança na graduação mostra “improvisação”, diz AMB

Segundo Associação Médica Brasileira, abrir mão do segundo ciclo mostra "o grau de improvisação do governo" sobre o Mais Médicos

Mariana Tokarnia, da 
Valter Campanato/ABr
Profissionais da saúde fazem protestos contra o Mais Médicos em Brasília
Profissionais da saúde fazem protestos contra o Mais Médicos em Brasília
Brasília - A Associação Médica Brasileira (AMB) diz que abrir mão do segundo ciclo - dois anos a mais na graduação de medicina propostos pelo Programa Mais Médicos - mostra "o grau de improvisação do governo". A AMB voltou a criticar o programa hoje (31) após o governo apresentar uma proposta que mantém o curso de medicina com seis anos e torna obrigatória a residência médica no Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de 2018.
Segundo o diretor da Associação Médica Brasileira (AMB), José Bonamigo, as entidades médicas - Conselho Federal de Medicina (CFM), Federação Nacional de Medicina (Fenam) e Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR) - decidiram em reunião em São Paulo que não dialogarão com o governo até que a Medida Provisória (MP) 621/2013, que cria o programa, seja derrubada no Congresso Nacional. As entidades reúnem-se novamente amanhã (31) em Brasília.
"Não há condições para ampliar nem a residência médica [para atender a todos os formandos - hoje apenas 50% conseguem vaga], nem as faculdades de medicina na velocidade que o governo quer", diz Bonamigo.
Na outra ponta, a do ensino, as instituições de ensino particulares receberam a notícia da residência com otimismo, com isso, o curso continua com seis anos. Segundo o Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular, a residência obrigatória no SUS é positiva "desde que seja proporcionado o ambiente adequado para a prática", diz o assessor do fórum, Solon Caldas.
Caldas critica, no entanto, a obrigatoriedade. "A residência no SUS deve ser opção do aluno". De acordo com o assessor, a maioria dos alunos busca uma especialização, mas nem sempre no SUS.

Governo não renovará aumento no Imposto de Importação

Decisão é voltada para diminuir a pressão sobre a inflação em um momento em que o dólar encostou em 2,30 reais

Luciana Otoni, da 
REUTERS/Andres Stapff
Exportações e importações: containers em porto
Importações: alíquotas maiores, que variam conforme o produto, têm validade até o fim de setembro
Brasília - O governo anunciará na quinta-feira que não renovará o aumento da alíquota de Imposto de Importação para 100 itens, definido no ano passado, uma decisão voltada para diminuir a pressão sobre a inflação em um momento em que o dólar encostou em 2,30 reais, afirmou uma fonte próxima da equipe econômica à Reuters.
As alíquotas maiores, que variam conforme o produto, têm validade até o fim de setembro e o governo decidiu antecipar o anúncio da medida para ajudar na formação das expectativas de inflação que, apesar de dar sinais de melhora, ainda continua em patamares elevados.
Assim, apesar de o imposto permanecer em patamar elevado por mais dois meses, o setor produtivo já fica informado de que ele será reduzido.
"A medida está sendo adotada para ajudar a mitigar os efeitos da valorização do dólar sobre a inflação", afirmou a fonte, acrescentando que a maior parte dessa lista é formada por insumos industriais, como aço e resina.
Em setembro do ano passado, o governo anunciou a elevação da alíquota do Imposto de Importação de 100 produtos, incluindo siderúrgicos e petroquímicos, a fim de estimular o setor industrial a enfrentar a concorrência dos produtos estrangeiros. Naquele momento, as alíquotas foram elevadas para em média 25 por cento.
De maio para cá, o dólar já subiu 14 por cento ante o real, sendo mais um fator de pressão sobre a inflação. O próprio Banco Central já informou que esse movimento é inflacionário e que serão mitigados com a adoção de uma política monetária adequada.
Em abril, o BC começou um ciclo de aperto que já elevou a Selic a 8,50 por cento ao ano, dando indicações de que vai continuar essa trajetória.

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