Parceiros

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Você é um empreendedor produtivo ? Veja nossas dicas

5 sinais de que você não é um empreendedor produtivo

Para aumentar a produtividade, empreendedores e pequenos empresários precisam classificar quais são as demandas urgentes e quais são as importantes

Stock.xchng
pilha papeis mulher
São Paulo – Para ser um empreendedor de sucesso é preciso ter uma rotina definida e muita disciplina. “A produtividade do empreendedor está relacionada com o resultado”, afirma Tomás Duarte, vice-presidente da Associação Brasileira de Startup e cofundador e CEO da Tracksale. Para ele, o importante é ter consciência de que ser uma pessoa produtiva não é trabalhar muito. 

Para Eduardo Migliano, gerente de Produtos do 99jobs.com, a produtividade de um empreendedor ou dono de uma pequena empresa tem relação direta com a sua equipe. “Delegar tarefas é essencial para que você possa ter uma produtividade melhor”, afirma. Abaixo, veja os principais sinais de que você não é uma pessoa produtiva.
1. A procrastinação é frequente
Redes sociais, aplicativos nos smartphones, há varias maneiras de se distrair enquanto há trabalho para ser feito. Procrastinar é um dos principais inimigos da produtividade.
Duarte explica que existem softwares e programas que podem ajudar aqueles que procrastinam além da conta. “Principalmente para pessoas que trabalham com tablets, computadores e smartphones, o DeskTime, por exemplo, ajuda a decodificar a sua produtividade”, conta. 
2. Os resultados não aparecem
As metas que você estabelece não são cumpridas e o lucro da empresa não aumenta? “Você começa a perceber que não é produtivo, quando você entra em um ciclo de fracassos”, diz Duarte.
 Para ele, é importante que o empreendedor ou pequeno empresário perceba que trabalhar muito não quer dizer que ele tem uma rotina produtiva. Às vezes, os resultados dependem mais de estratégia e foco.
3. Não trabalha em equipe
No começo de um negócio, é frequente que o empreendedor trabalhe além do expediente e centralize algumas ações. “Mas, não significa que você tenha que levar todo o trabalho para casa ou ficar no escritório até mais tarde”, afirma Migliano.
Por isso, delegar tarefas para a sua equipe pode ajudar na administração do negócio e permitir que o pequeno empresário dedique mais tempo para decisões estratégicas.
4. Falta de planejamento
Seja na vida pessoal ou profissional, o planejamento é necessário para que a gestão das tarefas seja eficiente. “Não dá para chegar no dia e pensar: ‘o que vou fazer hoje’”, afirma Duarte. 
Por isso, ter um check-list diário pode auxiliar no cumprimento de prazos e processos da sua empresa. Entretanto, Migliano recomenda que o empreendedor não faça listas muito longas. “Caso contrario você pode se sentir desestimulado para realizar as tarefas”, diz. 
5. Não sabe priorizar as demandas
O que é urgente e o que é importante? Saber classificar as demandas é essencial para quem tem muitas responsabilidades. “As urgentes são aquelas que não podem ser adiadas. Classifique quais são as suas tarefas importantes e as da sua equipe”, recomenda Duarte.
Para Migliano, é muito fácil se perder em inúmeras reuniões ao longo do dia. No fim, elas acabam com a sua produtividade no trabalho. Nesses casos, o ideal é determinar um horário para que a reunião termine. 

9 dicas para melhorar a gestão de pessoas do seu negócio

Veja uma seleção de vídeos da Endeavor para inspirar e aprimorar a gestão de pessoas da sua empresa

Liderança
Yanik Chauvin/Dreamstime.com


São Paulo - Reunir uma boa equipe, 





















domingo, 13 de outubro de 2013

Formandos seus próprios empreendedores - Dica

Formando os próprios talentos: 9 dicas para desenvolver empreendedores

Mesmo que você não seja professor, mas líder de equipe, estas dicas também podem ser adaptadas para criar condições de aprendizado para sua equipe

Marcos Hashimoto
Shutterstock



A experiência da sala de aula é uma das atividades que mais valorizo no meio acadêmico. O educador goza de uma oportunidade inigualável de compreender como as pessoas evoluem e crescem. Podemos aprender bastante também. Na verdade, às vezes eu acho que mais aprendo do que ensino. Compreender a natureza das pessoas, suas motivações intrínsecas, o processo da descoberta e os desafios constantes que se apresentam na relação inter-pessoal são altamente enriquecedoras. 

Nos primeiros anos em sala de aula, sempre me preocupei com um processo de transmissão eficaz do conhecimento na área da Administração Geral. Ensinar fundamentos da administração ou as teorias gerais da administração era, para mim, dotar o aluno do conhecimento necessário para ele compreender o papel do administrador nas empresas modernas. Ao assumir a cadeira de empreendedorismo, percebi a diferença entre formar administradores e formar empreendedores. Cada vez que tenho contato com as ideias e atitudes de grandes empreendedores, me convenço mais ainda sobre o diferencial que devemos proporcionar no meio acadêmico para o desenvolvimento de novos empreendedores.

O que venho constatando nestes últimos tempos é que os desafios para se formar administradores se tornaram muito semelhantes aos de se formar empreendedores. Ao vermos que, na prática, os dois perfis estão se aproximando muito na condução das empresas e na economia, percebemos que, mais do que pensar nos conteúdos disciplinares, as escolas devem pensar nas atitudes, comportamentos e competências que estes alunos precisam desenvolver para enfrentar os desafios propostos pelas empresas. 

A sala de aula não deixa de ser uma organização. É um laboratório onde se pode simular alguns dos ambientes corporativos, é um micro-cosmo onde se pode testar e experimentar técnicas que desenvolvem algumas habilidades específicas. Com o objetivo de contribuir com esta abordagem, quero aproveitar este espaço para compartilhar um pouco da experiência que adquiri ao longo dos últimos anos neste sentido. Mesmo que você não seja professor, mas líder de equipe, estas dicas também podem ser adaptadas para criar condições de aprendizado para sua equipe, afinal de contas, nem sempre contamos com as melhores pessoas, o que significa que precisamos aprender a formar nossos próprios talentos:

1- Aprender a pensar. Primeiro explique. Quando as coisas parecerem ter ficado claras, crie uma situação ambígua, explique e depois desminta com outra versão de outro autor. Deixe as coisas um pouco confusas e faça questionamentos sobre quem está certo. Peça opiniões dos alunos e levante alternativas para explicar a ambigüidade. No final da aula, esclareça tudo, no máximo na aula seguinte. O significado do aprendizado é mais perene quando ele reflete sobre o assunto de forma provocativa.

2- Saber questionar. Antes de começar uma aula teórica, avise-os que, ao final, sorteará 5 alunos para fazerem perguntas sobre a aula dada. Por isso, até o final da aula, cada aluno terá que já ter formulado alguma pergunta. Dê preferência às perguntas que questionam o que foi dito. Para o professor, o desafio é maior, pois ele precisa saber que hoje em dia ele não detém o poder do conhecimento sozinho e pode até aprender com os alunos. O professor pode e deve, em alguns momentos, se desvestir da aura de sabe-tudo, desde que tenha construído um clima de confiança e respeito que lhe dê segurança para dar esta liberdade.

3- Trabalhar em grupo. Para ensinar a trabalhar em grupo, não basta dar trabalhos em grupo. É preciso ensiná-los a fazer isso. Desde a distribuição de tarefas, a condução de uma reunião de trabalho, resolução de conflitos, administração do tempo, entre outras técnicas. Normalmente eu gasto uma aula inteira para dar estas dicas antes de passar o primeiro trabalho e os resultados são surpreendentemente melhores.

4- Processos de avaliação. Não avalie apenas o conhecimento. Eu já tive alunos que foram mal na prova e acabei dando nota por sua capacidade de argüição que me convenceram que ele mereceria passar. Professores que são inflexíveis neste quesito acabam pecando por avaliar apenas um aspecto do aluno que é a absorção do conhecimento. Eu acredito que o empreendedor não precisa apenas conhecer, mas deve provar que, de uma forma ou de outra vai conseguir atingir os objetivos e superar os desafios. Todos os meus alunos sabem que sou como uma águia no dia da prova. Não deixo escapar nada. Mas mesmo assim, incentivo eles a me desafiarem a colar. O risco de colar na minha aula é altíssimo porque o flagrante dá uma nota zero. Mas acabo premiando os que encararam o risco, me enfrentaram e conseguiram colar sem eu perceber.

5- Formas de expressão. Nem todos os alunos são hábeis na comunicação escrita e por isso vão mal nas provas. Existem alunos que preferem uma chamada oral do que uma prova tradicional. Alguns alunos adoram seminários porque possuem uma fluência natural em público, outros vão mais além e se entusiasmam cada vez que há um trabalho em grupo que explora a dramatização. Comunicação oral, escrita ou corporal. Dê condições para que o aluno use o melhor meio para ele expressar sua compreensão do aprendizado.

6- Construindo o conhecimento. Em cursos noturnos é comum que uma boa parcela da classe já esteja trabalhando. Muitas das idéias e conceitos trabalhados em classe são aplicados ou aplicáveis nas empresas onde eles trabalham. O significado do conhecimento se dá quando o aluno vê aplicabilidade no que lhe é passado. Para estes casos é conveniente que o professor faça perguntas sobre a empresa dele, crie condições para que o próprio aluno peça exemplos, sugira abordagens ‘e se...’. Discutir casos reais em empresas próximas da realidade do aluno aumenta a sua afinidade com o tema, instigando a curiosidade e facilitando a absorção.

7- Enxergar diferentes pontos de vista. Pegue um tema como por exemplo, o aborto. Identifique na sala que é favorável ao aborto e quem é contra. Divida a classe de acordo com estas opiniões e coloque cada parte em um lado da classe de frente para a outra. Peça então que eles debatam entre si esta questão com o objetivo de convencer o outro time a aceitar sua visão. O detalhe é que, antes de começar, você muda as regras. O time que defende o aborto deve convencer o outro time que o aborto não é bom. Da mesma forma, o time que não é favorável deve defender o valor contrário. Este exercício, mostra que existem diversos pontos de vista sobre a mesma realidade. Nossa capacidade de relacionamento e criatividade cresce na medida em que desenvolvemos a habilidade de se colocar no lugar do outro e entender a situação sobre o seu ponto de vista.

8- Valorize as iniciativas. Quando você der um trabalho deixe bem claro que um dos critérios que você vai usar será a capacidade do grupo de te surpreender. Isso vai lhes dar a liberdade de usar a criatividade para buscar formas inusitadas para desenvolver o trabalho. Já tive grupos que escreveram uma música para apresentar o trabalho. Outro grupo fez uma extensa, rica e diversificada pesquisa bibliográfica, outro grupo trouxe especialistas no assunto para dar uma palestra. Teve um grupo que chegou a decorar toda a sala de acordo com tema que ia apresentar. Esta é uma liberdade que sempre vai dar margem para o risco de um ou mais grupos se enveredar por caminhos criativos, mas sem conteúdo, mas não se preocupe, é o preço que se paga para estimular o risco e a inventividade.

9- Minimize a importância da nota. O maestro Benjamin Zandler me deu esta idéia. No começo das aulas diga a todos: ‘Estão todos aprovados. A nota final de todos é 7. Ninguém vai ser reprovado por faltas. A partir de agora, ninguém mais precisa vir à aula. Eu não quero dar aulas para quem está interessado em notas e faltas apenas. Quero que venham apenas os que querem aprender algo e ser alguém na vida’ O seu sucesso agora será medido pelo número de alunos que consegue manter nas aulas. O melhor é experimentar primeiro em uma turma de pós graduação, a não ser que você acredite que os alunos da graduação já possuem maturidade suficiente para esta proposta. O número de alunos nas minhas aulas diminui um pouco, mas eu sei que quem está lá está disposto a aprender de verdade e as aulas são muito bem aproveitadas. O meu desafio obviamente é muito maior, mas é o tipo de desafio que gosto de assumir.

Estas são apenas algumas das coisas que costumo fazer como professor no ensino superior, mas não é só isso. Eu gosto de experimentar coisas novas e algumas coisas acabam não dando certo, mas se a sala de aula é uma simulação para o aluno, também o é para o professor.

Eu escrevi aqui uma vez que empreendedores só podem ser liderados por empreendedores, pois só eles compreendem a cabeça e o espírito empreendedor a ponto de explorá-los da melhor forma possível. Agora eu digo que empreendedores só podem ser despertados por empreendedores, pois só eles podem ajudá-los a desenvolver o potencial que todos possuem em sua essência natural. É isso que eu pretendo fazer em sala de aula. Eu sei que todos os meus alunos têm esta sementinha. Se eu consigo despertar mesmo que seja apenas alguns deles em cada turma, já fico contente por estar concretizando minha missão.

Inovação no Brasil ?

A era da inovação... no Brasil?

Marcos Hashimoto
O tema criatividade tem sido bastante explorado pela mídia em geral, principalmente na internet. O tema é fascinante não só pela amplitude de aplicação e estudo, mas sobretudo pelo que, hoje em dia, ele propicia para pessoas e empresas. Nem é preciso ressaltar o quanto a habilidade criativa constitui num dos mais importantes trunfos do empreendedor.


Apesar deste interesse, uma pergunta é recorrente: Porque o brasileiro, conhecido como um dos povos mais criativos do mundo, é também um dos que menos registram patentes? Vejamos alguns fatos:


O grupo Cisneros, um dos maiores fundos de investimento na América Latina, realizou uma pesquisa e descobriu que Israel, num período de 4 anos, aumentou o número de patentes registradas em 4,6 vezes, contra apenas 2,8 vezes de aumento no Brasil. Indo mais a fundo na pesquisa, descobriu-se que este salto ocorreu pelos seguintes motivos:


1) O governo colocou à disposição um superfundo direcionado apenas a projetos inovadores. O governo facilita o processo de inovação, ao contrário do Brasil que gera entraves por meio da burocracia, corrupção, influências políticas e estruturas confusas e inacessíveis. Os poucos programas brasileiros, capitaneados por entidades como Capes, CNPQ ou BNDES, geralmente orientados para projetos ligados à tecnologia, são pouco divulgados e os requisitos, processos de submissão de trabalhos e prazos dificultam o acesso a estes fundos.


2) Incentivo à entrada de capital estrangeiro. No Brasil até existe abertura para a entrada de investimentos em projetos inovadores, o problema está mesmo com a cultura brasileira. Os investidores não acreditam que o brasileiro possa fazer bons negócios, ou seja, até podem ter idéias criativas, mas não sabem como transformá-las em realidade. São inexperientes em gestão. Faltam técnicas e ferramentas para conduzir novos projetos e administrar novos negócios.


3) Os exemplos de sucesso são amplamente divulgados, de forma a conquistar credibilidade internacional. O Brasil não possui muitos modelos de referência. São poucas as empresas que podem ser citadas como exemplos de empresas que incentivam a inovação, que possuem um departamento dedicado para desenvolver novos projetos, que alocam um verba exclusiva para pesquisa, que cultivam um clima que promova a inovação e a geração de idéias. A seção ‘Você em ação’ da revista Você S.A. traz alguns exemplos de pessoas que fazem a diferença, mas muito mais em função de esforços pessoais do que como resultado de programas estruturados de desenvolvimento de novos projetos.


4) Investimento em educação e pesquisa. 80% das pesquisas no Brasil são feitas por universidades, mesmo assim, trata-se de mera pesquisa burocrática. Os poucos projetos que saem dos laboratórios públicos demoram demais para se tornar produtos comercialmente rentáveis. Muitos projetos são até interessantes, mas sequer possuem viabilidade mercadológica ou econômica. Outros projetos que passam por esta peneira acabam se perdendo na burocracia pública. Há ainda a dificuldade imposta por um enorme fosso cultural que divide o cientista público da iniciativa privada. O cientista ou pesquisador não tem visão de negócios e não possui os fundamentos básicos de gestão para administrar o desenvolvimento comercial de sua criação, o que acaba por levar ótimos produtos ao obscurantismo do potencial mercado consumidor.


5) Ambiente empresarial favorecedor. Outra diferença cultural entre o Brasil e países como Israel ou EUA. As empresas brasileiras querem empreendedores em seu ambiente de trabalho (os chamados intraempreendedores), mas só possuem funcionários. O fracasso aqui ainda é penalizado, ainda que novas correntes trazidas pelo fenômeno da ‘Nova Economia’, há mais de 10 anos, tenham ajudado a mudar um pouco esta mentalidade no sentido de ver o erro como uma etapa natural do processo de aprendizado e criação. As relações entre o meio empresarial e o meio acadêmico ainda são insipientes e tomam forma a partir das Universidades Corporativas, que demonstra um alentador ritmo crescente mais com pouca projeção para trazer resultados palpáveis ainda.


Há, enfim, um longo caminho a percorrer neste sentido, mas o fato do tema se tornar tema estratégico na pauta dos direcionamentos estratégicos da maior parte das grandes empresas no país demonstra que a consciência está mudando, a sementinha da necessidade de desenvolver habilidades criativas está começando a germinar. Falta pouco para caracterizarmos o fim da era do conhecimento e o início da era da Inovação.